sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Música para os ouvidos... E para a alma

No início, uma chuvinha fina. À medida que o grupo entoava as notas, a leve garoa foi deixando de cair. Na frente, a majestosa fachada repaginada do Theatro Municipal. Paisagem inspiradora. Ao redor, olhares e ouvidos atentos de passantes, trabalhadores, estudantes, amigos, desconhecidos. Pessoas. Interessadas na mágica e harmoniosa junção de vozes. Vozes que no dia-a-dia trabalham distantes. Uma em cada andar, com funções peculiares. Vozes que, em nome de uma paixão, se reúnem periodicamente e se encaixam brilhantemente ao som de um teclado preciso e de uma regência vibrante.

Não há sensação melhor que ver a plateia cantando a meia voz, com olhar fixo no grupo. O olhar está ali, mas a cabeça está bem distante. A imaginação do ouvinte viaja por várias esferas a cada canção, a cada frase, a cada nota. Esse é o fascínio da arte. O prazer que o cantarolar proporciona já é intenso para quem aprecia o coro. Para quem entoa as músicas, o deleite é ainda maior. E a magia está no amor. A dedicação sincera resulta nesse encanto. Indescritível.

Viva o canto coral! E a felicidade que ele proporciona...

Obs: Torço para que o Coral Transpetro-Sede traga outros ‘sem número’ de momentos como esse. Agradeço a contraltos, baixos, tenores, sopranos, pianista, regente e coordenador pela perfeita parceria. E vamos cantar...

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Quem assume? “Sim, eu vejo novela!”

Viver a vida. Essa é a novela das oito (que já transformou em novela das nove há algum tempo). Para os desavisados, trata-se de mais uma daquelas histórias de Manoel Carlos com bossa nova de fundo e um monte de personagens que só sabem bater perna na Zona Sul. Ah, agora o autor inovou: temos Búzios como segundo cenário. O que não é novidade é a imortal Helena no centro dos conflitos. (Aliás, o nome deveria ser Perpétua, não Helena).

A novela está no ar, ainda procurando seu caminho, com alguns núcleos interessantes. Outros, nem tanto. Como não pode deixar de ser, o Globo Online e outros sites de notícias e fofocas trazem diariamente novidades sobre os capítulos que estão por vir. O povo quer saber! Aqueles que acompanham o folhetim querem conhecer o desenrolar da trama. Mas se você pensa que só quem assiste se interessa, está enganado.

É aí que entram os mal-humorados de plantão!!! Eles adoram comentar as matérias sobre as novelas, dizendo que isso é coisa de gente fútil, é atestado de burrice, é isso, é aquilo. Pergunto: Se essas pessoas abominam novela, por que será que elas clicam na chamada e lêem o texto na íntegra? Alguém os obriga a isso? Well... Não satisfeitos em ler o que não querem, eles ainda inserem comentários com toda a raiva do planeta elevada ao cubo... Acho essa postura tão engraçada. Morro de rir. Rs...

Vamos a um exemplo... Matéria da Revista da TV no Globo Online: “Dora ficará grávida de Marcos e começará a perseguir o empresário em ‘Viver a Vida’”. Uma leitora chamada Yolanda comentou: “Infelizmente o que assistimos ultimamente nas novelas são espetáculos de traições, armações e todo o tipo de degradação social. Esta novela então, nem se fala!”. Vale lembrar para a Yolanda que armações são o segredo do sucesso de novelas, filmes, livros, peças, etc.

Um tal de mfcam escreveu: “Há muito tempo que eu não perco meu tempo assistindo novelas”. Ops, mas ele perde tempo lendo matérias sobre as novelas? O moço ainda dá um conselho cult: “Leiam mais livros interessantes”. Gente, quem disse que quem vê novela não lê livros, não estuda, não ouve música, não vai ao cinema? Rs...

Obs: Para quem ficou curioso, assumo: Sim, eu vejo novela. Não sou viciada, não roo as unhas, nem perco nenhum programa por elas. Mas assisto quando dá. Confesso outra coisinha: não só assisto, como interajo com ela, como fazem nossas tias-avós que sempre xingam a malvada e choram com a mocinha. Isso, sim, é ver novela de verdade!

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Racismo institucional no Brasil


Há alguns dias, fiquei estupefata ao saber que o crime de racismo é tratado tão superficialmente por quem mais deveria levar o assunto a sério. Recebi um e-mail de um amigo com o resultado da tese de doutorado do pesquisador Ivair Augusto dos Santos, da UnB. O que ele concluiu? Que os juristas do Brasil ignoram o crime de racismo! Infelizmente.

Depois de analisar processos e sentenças judiciais de 18 capitais brasileiras, ele notou que o crime é geralmente desconfigurado como racismo. Sabe o que acontece com isso? A pena ao agressor torna-se mais branda... Uma pena. O pesquisador também divulgou alguns dados (dos quais tenho vergonha!). Veja só:

- A cada 17 denúncias de racismo, apenas uma vira ação penal no país verde e amarelo.

- No estado do Rio de Janeiro, o número de denúncias é muito maior que nos outros estados. Só no primeiro semestre de 2009, foram 1.549. Em Alagoas, o número não passou de 10 entre 2003 e 2006. Sentiu a diferença?

- As capitais com mais escolaridade registram mais casos. Pessoa corretamente instruída luta mais por seus direitos. Obs: Mais um exemplo de que educação é mais que urgente, é ‘para ontem’!!!

Bem, como de costume, deixo algumas perguntinhas no ar... Por que a polícia aborda primeiro o negro? Por que será que a justiça erra? Será que é porque não trata o negro como cidadão? (Acho que sim...) Juízes não vêem o crime porque acreditam que não há racismo no país? Well, em que país eles vivem???

“Nega preta, fedida, fedorenta, macaca, passa-fome”, “retire-se daqui sua macaca”, “negro nojento, negro que tinha que ficar na chibata”, “negro safado, negro sem vergonha e sem futuro”, “serviço de gente e não serviço de preto e de porco”, “negro sujo e carniceiro ” e “preto que nasceu bom, nasceu morto” são apenas algumas expressões copiadas pelo pesquisador que não foram entendidas pelos juízes como racismo.

Essas expressões foram interpretadas como injúrias e, às vezes, como simples brincadeiras. Dá para acreditar???

Até quando isso vai? Evoluímos, evoluímos, evoluímos... Mas algumas atitudes parecem do tempo das cavernas. Racismo é um atraso. Uma segregação repugnante! Afff... Tolerância zero!

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Nada de paradinha!

Uma pesquisa do Globo Online perguntava nesta semana: Você concorda com a proibição da paradinha em cobranças de pênalti? Até o momento em que participei, vi que 84% dos internautas são a favor da proibição. Claro, gente. É uma covardia com os goleiros! A chance do guardião do gol agarrar uma penalidade máxima se reduz a zero quando esses engraçadinhos da linha cismam em dar uma paradinha sacana antes da cobrança.

Não rola! Em favor dos goleiros de plantão, levanto a bandeira: “chega de paradinha”. O futebol fica mais emocionante sem esse recurso. Temos que ficar tensos, roendo as unhas diante de uma cobrança de pênalti. Mas isso não está mais acontecendo... Está perdendo a graça. A tradicional “caixinha de surpresas” está ficando mais previsível.

O próprio presidente da FIFA, Joseph Blatter, disse que a paradinha está com os dias contados. No dia 20 de outubro, o tema estará em pauta em reunião da International Board, órgão que regulamenta as regras do futebol. Vamos ver no que vai dar...

Minha conclusão: Sem a paradinha, os bons goleiros se destacam. Os bons jogadores também. Como sou a favor de bom futebol (por isso sou flamenguista! rs...), torço para que a paradinha seja chutada para escanteio! Definitivamente.

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ontem, hoje e amanhã

Nossa personalidade é formada, decomposta e transformada a cada minuto. Temos diferentes percepções das pessoas, do meio, das relações. Da vida. E isso nos enriquece ao mesmo tempo em que nos deixa mais questionadores. E como é bom questionar!

Nada melhor que descobrir que pensamos hoje diferente do que pensávamos ontem. Se não mudássemos de opinião, imaginem que tédio seria a vida. E isso não significa não ter personalidade. Muito pelo contrário! Encontramos subsídios para construirmos esse tal “caráter essencial e único”. É a vida social que nos permite essa edificação do ser. As relações desvendam medos, anseios, complexos, dores, aspirações e preferências.

Enfim... Tudo isso veio à minha cabeça depois que recebi da minha amada mãe um desses e-mails fofos que recebemos sempre de pessoas queridas, mas que nem sempre damos a atenção merecida. Confesso que dificilmente leio esse tipo de mensagem. Dessa vez, mudei de opinião. E li. Não me arrependi. Não só levei tempo lendo o correio, como levei mais tempo escrevendo sobre ele. E não foi tempo perdido, não. De jeito nenhum. Valeu muito à pena... Vejam só que pequeno texto profundo:

“Três coisas na vida que depois de passarem não voltam: tempo, palavras e oportunidades. Três coisas que podem destruir uma pessoa: raiva, orgulho e não perdoar. Três coisas que nunca devemos perder: esperança, paz e honestidade. Três coisas que são valiosas: amor verdadeiro, família e amigos. Três coisas que nunca podem ser dadas como certas: fortuna, sucesso e sonhos. Três coisas que fazem uma pessoa ser digna: compromisso, sinceridade, trabalho honesto.”

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Tudo ruim é bom!

Sentir raiva é bom para a pressão arterial. Ouvir música alta faz o cérebro trabalhar melhor. Não se preocupar tanto com a limpeza da casa evita asma. Ficar estressado melhora o aprendizado e a memória. Ficar à toa garante mais anos de vida.

Não. Eu não enlouqueci. Também não estou me achando uma conhecedora de variados comportamentos que pode ditar regras. Essas conclusões esquisitas não são minhas. Eu juro! São de universidades internacionais, que estudam anos e anos para mostrarem que o resultado de 1 + 1 não é 2, como a tia da alfabetização ensinou.

Como acreditar, a essa altura da vida, que a química de produtos de limpeza é pior que que os ácaros da poeira? Quer dizer que limpo minha casa à toa? rs... Brincadeirinha!

Música alta demais é bom? Nada. Só me estressa. O único estímulo que me causa é: aumenta minha vontade de dar um murro na caixa de som! Ah, esqueci que, ao contrário do que todos os médicos, psicólgos e psiquiatras dizem, estresse agora passou a ser legal.

Segundo esses pesquisadores, a gente aprende melhor quando está estressado. Fala sério! Imagine 5 vascaínos cantando ao meu lado, mais 3 diferentes músicas de rock progressivo tocando simultaneamente, mais a Joelma do Calipso dançando na minha frente e jogando aquele cabelo para tudo quanto é lado? Com todo esse estresse eu consigo estudar o quê? Loucura. Preciso de silêncio absoluto para ler, estudar e aprender.

Não acreditou em mim, né? Então clique aqui para ver o site onde estão todas essas informações. Moral da história: os especialistas só nos deixam mais loucos. Hoje é A. Amanhã é B. Depois de amanhã vai ser 2A + 4B : A/B. Fazer o quê? rs...

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Escravos do upgrade

Lançaram agora um sistema (iPoint 3D) que lança para fora da tela ou do monitor objetos virtuais, que são virtualmente gerados e podem ser virtualmente enxergados e virtualmente tocados em 3 dimensões! Qual é a utilidade desse troço tão virtual?
Gente, as pessoas enlouqueceram! É tecnologia digital para tudo o que é lado. É robô que parece gente, é nano receptor, é celular que só falta viver por você. É tanto aparato digital que me pergunto: será que vamos morrer se ficarmos fora desse esquema? Mais uma vez uso o blog para deixar essa interrogação na nossa cabeça!

Quando a tecnologia facilita a comunicação, as relações, os trabalho, a medicina, as pesquisas, é muito bem-vinda. Mas quando não tem utilidade, por que existe?

O ser humano é muito engraçado. Inventa umas coisas por inventar. E essas coisas dão certo, viram moda, geram estilo e se transformam em necessidades! rs... E a gente acaba acreditando que realmente precisa desses bagulhos hi tech.

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